Fusão da areia causada por raio pode resultar em vidro. Existe um vidro natural chamado fulgurita, cuja origem se atribui a raios que tenham caído em solos de região desértica e arenosa com grande presença de sílica. A sílica, ou óxido de silício, é o principal componente dos vidros comuns e a substância mais abundante na crosta terrestre.
A pirâmide do Louvre foi construida com estrutura metálica e 660 losangos de vidro Saint-Gobain. Nossos vidros estão presentes também na catedral de brasília, na Ópera de Xangai e no novo museu de Rodin, em Seul.
A primeira realização da Saint-Gobain foi a Galeria dos Espelhos de Versalhes, em 1665, época em que os espelhos valiam mais que os quadros de grandes artistas.
A Saint-Gobain fabrica mais de 30 bilhões de garrafas e potes todos os anos. Enfileiradas, fundo com fundo, elas atingiriam Saturno, completariam algumas órbitas e voltariam à Terra. Nós reciclamos mais de 75% delas em novas garrafas ou em lã de vidro em todo o mundo.
A energia economizada com a reciclagem de uma única garrafa de vidro é suficiente para manter acesa uma lâmpada de 100 W durante quatro horas.
O vidro pode ser reaproveitado mais de 30 vezes e, depois, reciclado quantas vezes for necessário.
Quando um vidro se quebra, os caquinhos se espalham a uma velocidade superior a 4.900km/h.
A utilização de garrafas de vidro para armazenar vinho só começou no século XVII.
O "cristal" como é conhecido aquele tipo de vidro mais transparente e de aparência nobre, na verdade não é um cristal. Cristais são substâncias cujas moléculas se dispõem de maneira ordenada umas com as outras, como, por exemplo, pedras e metais. A denominação, no entanto, foi empregada para diferenciar um tipo de vidro, inventado na Inglaterra, no século XVII. Os fornos das vidrarias da época eram alimentados com madeira e para economizar madeira se buscou produzir um vidro que fundisse a uma temperatura mais baixa, o que foi conseguido com a adição de chumbo. Ao mesmo tempo, se obteve um vidro mais cristalino, maleável e de fácil lapidação, que passou a ser conhecido como "cristal ao chumbo". Hoje é diferente. Os chamados cristais não são mais vidros adicionados de chumbo. Novas tecnologias de polimento permitem a fabricação de um vidro limpo, claro e cristalino, sem adição de metal pesado, com a mesma beleza do "cristal".
O vidro de uma janela, de uma garrafa e de um bulbo de lâmpada não tem diferenças acentuadas na sua composição. As diferenças ocorrem é no processo de produção.
A maior peça de vidro feita pelo homem até o presente é a base de um espelho de telescópio, instalado no Cerro Pantanal, nos Andes chilenos. O telescópio está em operação desde maio de 1998 e a peça de vidro tem diâmetro de 8,2 metros, espessura de 17,7 centímetros pesa 23 toneladas. Para evitar que a peça trincasse durante o seu resfriamento, devido a tensões mecânicas, o vidro foi esfriado de forma controlada de 800 graus C até a temperatura ambiente ao longo de 3 meses e meio.