O objetivo que marcou o nascimento da Saint-Gobain - a fabricação dos vidros e espelhos que adornariam os salões e a famosa Galeria de Espelhos do Palácio de Versalhes, com suas 357 peças - já sinalizava o papel vanguardista que a companhia desempenharia ao longo da história.
Era 1665, quando o rei Luis XIV decidiu construir o Palácio de Versalhes, ainda hoje um dos conjuntos arquitetônicos mais visitados em toda a Europa, ainda que tentativas de cópia tenham sido feitas por diversos soberanos da região.
Na época, as peças em vidro eram raras e caríssimas, sinais de status e poder. Coube, então, ao superintendente das finanças da corte real, Jean-Baptiste Colbert, organizar a criação da Compagnie Royale des Glaces, nas cercanias de Paris. O palácio foi inaugurado em 1668 e a fábrica de vidro continuou com sua produção, mudando-se em 1693 para Saint-Gobain, no Nordeste da França. Ali a companhia encontrou condições para ampliar as instalações e passou a se chamar Manufactures des Glaces de Saint Gobain, transformando-se em 1830 em sociedade anônima.
Ainda no século 19, expandiu a produção para a Alemanha, diversificou atividades e, sobretudo, manteve a visão voltada para o futuro - o que mais tarde a levou ao Novo Mundo. Em 1937, chega ao Brasil com a aquisição da Companhia Metalúrgica Barbará, fabricante de tubos de ferro fundido centrifugado.
O período foi marcado por desafios extraordinários no processo de industrialização do país e em 1960 a Saint-Gobain entra no mercado brasileiro de vidros e embalagens ao associar-se com a Santa Marina.
Desde 1896, quando foi fundada pelo advogado Conselheiro Antônio da Silva Prado e pelo eng. civil Elias Fausto Pacheco Jordão, a Vidraria Santa Marina - assim como a Saint-Gobain, na França - já trazia sinais de nascimento que apontavam para seu futuro.
Os primeiros operários especialistas em vidro vieram da França para trabalhar na fábrica e deixaram sua marca até na nomenclatura das atividades, que tinha influência do francês e que perdurou por muito tempo.
A Santa Marina teve um papel importantíssimo na urbanização da região Oeste da cidade de São Paulo e a unidade da Saint-Gobain na Água Branca, hoje com moderníssimos controles ambientais, de produção e da qualidade, continua sediando a fabricação de embalagens do grupo no país.
História e modernidade, no Brasil quanto na França, são marcos da trajetória do grupo, sempre pronto a enfrentar, os desafios do presente com uma visão de futuro.